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    Olá, meu povo! Sim, estou de volta. E, ~para variar~ decidi que meu primeiro vídeo seria sobre futebol! Claro, que não vou falar só sobre isso no canal, porém como muitas pessoas pediram essa temática, para que eu voltasse a falar todas as bobeiras que sempre falei sobre o assunto, cá estamos.



   Nesse vídeo, resolvi falar de um assunto que SEMPRE me incomodou no futebol brasileiro. A troca absurda de técnicos. Não concordo com a questão "time jogou mal, a culpa é do técnico". Explico no vídeo que, obviamente, meu pensamento não é radical para esse ponto de vista, porém tento explicar, da minha maneira mega confusa, o quanto isso pode ser prejudicial para o nosso futebol. Então, peguem a pipoca e divirtam-se!






Powerful ♡
Há algumas semanas fui convidada para conhecer o belíssimo e gélido reino de Arendelle. Uma menininha, um tanto quanto encantadora, me levou a ele. Essa menininha? Giullia que tem apenas cinco anos, aos mesmos cinco é minha prima em primeiro grau. Uma garotinha amável, assim como a maioria, porém Giullia é diferente. Mas, não é um diferente físico ou algo do gênero. Não se assuste. Ela é diferente – em minha opinião – pois, consegue criar mundos e histórias com uma facilidade meramente desconhecida.
Encontrava-me na casa de Giullia, em um dia frio. Estávamos sentadas vendo ao seu desenho animado favorito, quando de maneira abrupta Giullia virou-se em minha direção e me indagou sobre algo que, permaneci em silêncio por alguns segundos antes de responder. “Prima, você já foi à Arendelle?”. Eu, em meus vinte anos pensei primeiramente “céus, o que direi a esse ser?”, mas, acabei dizendo “Ainda não, por quê?”. Giullia ficou espantada. Sua face coberta pela pele branquinha como gelo ficou ao ponto de transparência e os olhos azuis se arregalaram. Aquilo pareceu o fim do mundo a ela. Travei e, me peguei em uma sinuca de bico, pois não sabia novamente o que dizer para aquele pequeno ser de cinco anos algo que a deixasse menos espantada. Enquanto eu pensava, Giullia soltou “prima, como você nunca foi ao reino mais incrível do mundo?”. Naquele momento pensei “lá vem ela com mais algumas histórias aventureiras que ela costuma criar”, porém não foi isso o que aconteceu.
Fiquei em silêncio novamente. Nesse momento Giullia desembestou a falar as palavras mais sinceras que já ouvi de sua boca.
“Prima, você precisa conhecer aquele lugar, ele é incrivelmente lindo. Existe gelo por toda parte, porém, apesar disso, é o lugar perfeito para você encontrar amigos legais e que se preocupam com você. Passei lá na semana passada, acredita? Minha mãe não sabe, por favor, não conte a ela. Mas, foi incrível. Eu me diverti tanto.
Fui para Arendelle para visitar minha amiga Elsa e a irmã dela Anna. Quando cheguei lá estava nevando, porém quando bati na porta do castelo me receberam com uma xícara de chocolate quentinho. O castelo era lindo, completamente feito de gelo! Você tem noção do que é um castelo feito de gelo? As escadas brilhavam prima. E, não era porque a mãe da Elsa limpa ela todo dia igual a minha mãe limpa as escadas aqui de casa, elas brilham porque são de gelo, e quando tem sol lá às escadas fazem muitos arco-íris nas paredes QUE TAMBÉM SÃO DE GELO!
Quando subi as escadas encontrei Elsa e Anna brincando no quarto. Me juntei a elas. Nos divertimos o dia inteiro. Brincamos de pega-pega, esconde-esconde e, depois brincamos de casinha. Eu tinha uma filha que era um boneco de neve, mas eu mantive ela agasalhada com cachecol e luvas. Depois a mãe dela fez um bolo delicioso de chocolate, com muita calda para nós. Eu comi muito! Mas, acabei precisando voltar para casa porque eu tinha escolhinha no dia seguinte.”
Nesse momento, eu me encontrava completamente perplexa pela história completamente rica em detalhes que Giullia me contou. Permaneci sem reação, enquanto ela virou-se novamente para a televisão e voltou a assistir seu desenho favorito.
Após, alguns minutos em que tentei raciocinar novamente, a indaguei na plenitude da minha ignorância adulta: “Mas, Giullia, como você acredita que tudo isso é verdade? Que você realmente foi à Arendelle? O que a sua mãe disse sobre mentir e inventar histórias?”. Ela, sem expressar algum movimento ou expressão, continuou olhando para a televisão e me disse: “Prima, não estou inventando tudo isso”. Comecei a irritar-me, sua mãe já havia lhe dito para parar de contar histórias mirabolantes de reinos e encantos, a indaguei novamente: “Então, como você poderia provar para mim que você realmente foi para Arendelle?”. Ela, na maior calma do mundo, virou apenas a cabeça em minha direção e disse: “Estava muito frio lá, eu não levei casaco, por isso estou gripada. Agora você acredita em mim?”. Fiquei em silêncio e desci as escadas, Giullia permaneceu.
Fui contar à minha tia a história em que Giullia havia acabado de me contar. Em poucas palavras minha tia me contou que na semana anterior ela havia desligado a geladeira para descongelar o congelador e, Giullia havia permanecido brincando os gelos e raspas na porta do congelador. Naquele momento percebi o quanto eu havia perdido o olhar encantado de enxergar o mundo, assim como uma criança. E, que após você fazer alguns anos às coisas mundanas, do dia a dia, acabam tornando-se tão corriqueiras que nós acabamos deixando-as passar, sem ver o encanto que elas podem ter.

Depois daquele dia, passei a policiar mais minhas atitudes. 
Voltei de Arendelle ontem. 

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   Há alguns meses eu percebi que perdi as esperanças. Perdi a vontade. Perdi a luz que via no mundo. Acredito que o que realmente houve foi um choque de realidade. Antes, eu enxergava a vida como algo possível, como algo bonito, fácil e puro, como um sonho, porém há alguns meses eu percebi que nada, absolutamente nada é assim.
    Até que ponto o ser humano consegue ser cruel e egoísta? Eu lhes digo. Não há um ponto final para isso. As pessoas se odeiam pelo simples prazer de odiar. Sentem inveja. Sentem raiva. Julgam. Tudo sem qualquer motivo aparente. Não que eu lhes esteja dizendo isso sem que ao menos algum dia tenha feito o mesmo, jamais! Fiz e refiz tais atitudes inúmeras vezes, porém agora percebo o quão tolas elas foram. E, me arrependo.
    Na semana passada me peguei completamente infeliz e pensando exatamente nisso, no quão o mundo está "malvado", enquanto estava caminhando para o trabalho, porém algo me fez repensar. Uma senhorinha de aproximadamente 60 anos estava passeando com o seu cão. Eu amo cães. O cão estava gracioso, como a maioria desses animais. Ao vê-lo, sorri automaticamente e, a senhorinha? Praticou uma atitude que mudou completamente o meu dia, o meu humor e a minha forma de pensar, quem sabe até mesmo, de agir. Ela olhou para mim, sorriu e, disse: "Tenha uma bom dia". Tais palavras podem parecer simples, mas foram incrivelmente recuperadoras para mim naquele momento. Recuperadoras porque em um momento de completo descrédito ao mundo em que me encontrava, ela me provou que nem todo mundo é assim.
   Acho que agora, apesar de experimentar da realidade todos os dias, posso ao final pensar que ainda existe esperança no mundo e, que tudo precisa começar com pequenas atitudes.

Tenha um bom dia.




Hoje, com 20 anos de idade, me encontro em crise. Percebi com poucas situações que eu não estou preparada para viver.
Situações cotidianas de um adulto, eu, para variar, não soube administrar. Até porque, parafraseando Clarice Falcão, “se não desse errado, não seria eu”.
São muitos compromissos, rotinas, responsabilidades, julgamentos e imagens. Tudo isso é péssimo e me corrói.
Não sei se a criança que eu era cheia de sonhos e planos, se orgulharia do que me tornei até agora.
Me sinto perdida no mundo. Como se algumas coisas ainda faltassem para que o trem comece a andar nos trilhos.
Algumas vigas estão nos lugares perfeitos na montagem dos trilhos, tem outras que estão podres e precisam ser trocadas, mas ainda tem alguns espaços abertos, e que eu não faço idéia de com qual madeira será melhor preenche-los.
As vezes gostaria de voltar no tempo e aproveitar melhor minha infância. Sem incômodos, sem julgamentos, sem nada. Apenas inocência.